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Acho que precisamos é de saber para onde vai a nossa m*rda toda e como é tratada. Faz-nos bem saber especificamente como lidar com ela e saber fazê-lo sozinhos, se preciso, e ao final saber como deixá-la, pelo menos, menos tóxica do que quando saiu de nós.
Interessa saber que para cada parte de m*rda precisamos de pelo menos 3 partes de algo que absorva, acolha e que neutralize as qualidades naturais da nossa merda e a sua toxicidade. Algo que tenha a natureza - e isto querendo dizer que se sinta no seu propósito - de neutralizar o odor repudiado, obsorver os vapores e líquidos da nosso m*rda fresca. Mas este algo terá de ser também, natural e biodegradável claro - como a nossa m*rda é - algo deixado ou caído organicamente no nosso meio ambiente : seco, castanho, fibroso e de baixa granulometria - como folhas secas, palha cortados, excesso de serradura do trabalho em madeiro… que junto com a nossa m*rda tem o efeito de se complementarem, e acelerarem o processo de decomposição de ambas as partes, trocando entre si as suas qualidades. O seco absorve o húmido, o húmido transpira para o seco. Em vez de essa nossa m*rda sair de nós e desaparecer como magia, como se para um canto da nossa memória, para apenas um dia nos retornar em formato trauma ao nos depararmos com tada a sua estrutura de despejo, manutenção tóxica e processamento em massa em algum canto do nosso país. Tanto tem de empoderador saber lidar com a nossa m*rda. E nessa participação ativa do processo orgânico da decomposição da nossa m*rda acabamos por sentir de facto uma planópia de emoções e outros estados: alívio, leveza, cuidado, nojo, responsabilidade, paciência, orgulho, empatia e contribuição, por exemplo… O que falo aqui de tratar da nossa m*rda, o mesmo se pode aplicar aos nossos padrões negativos, emoções negativas e todos os venenos que nos afectam, Toda essa carga negativa merece um acolhimento medido e de apoio, de modo a absorver o impacto negativo no seu meio ambiente, e até terminado o processo de transformação esses padrões podem vir a ser fortes contribuintes positivos para a vida. Os nossos padrões negativos e o que temos de libertar tem de ir para uma pilha de composto saudável e equilibrada para uma transformação que se transforme útil. Ajuda pensar que com o devido cuidado e equilíbrio entre as partes (entre carbono e nitrogénio), que podemos criar um verdadeiro ecossistema natural no processo de decomposição da nossa m*rda. Que podemos criar todo um complexo abrigo de diversos microorganismos que por sua vez decompõem toda a nossa m*rda e a matéria seca. Nesse ecossistema contém a temperatura, humidade e matérias ideais para os mico-organismos - isso é então a nossa pilha de composto. O tempo do processo de decomposição da nossa m*rda e o seu absorvente é idêntico ao tempo de vida dessas mesmas colónias da nossa pilha de composto. A atividade metabólica das colónias irá elevar a temperatura da pilha, a um ponto tal que compromete a sobrevivência da colónia (tal como o aquecimento global). A vida das nossas colónias terminam ao mesmo tempo que se dá a transformação total da nossa m*rda, e se apresenta num estado de humus de terra. O resultado é sempre surpreendente e gratificante. A aparência limpa, suave, nutritiva - um negro rico. A gratificação é quando iniciamos a pilha de composto e lhe damos os seus ingredientes: a m#*rda fresca ou os restos orgânicos na nossa comida. Em que sentimos que lhes damos uma maior utilidade, damos uma continuidade a um ciclo, que sempre se fez e que sempre as pessoas tiveram noção da sua existência. Ao invés de colocar estes dejetos e restos num saco de plástico, impermeáveis com tempos de compostagem muito maiores que os nossos resto. Não só impedem a decomposição natural do que carregam como não se decompõem. Resultado: terminamos o processo de decomposição, após a paciência de vários meses, com uma pilha deixada equilibrada para acabar gerando um substrato de valiosa contribuição de nutrientes assimiláveis. Ou nutrientes fácies de ser absorvidos pelas plantas onde for aplicado. Ou seja como a nossa dentição e estômago (saudáveis) digerem uma cenoura e retiram o seu valor assimilável para a nossa cor circulação, também a pilha de composto (bem manuseada) torna a casca da cenoura em nutrientes disponíveis para as plantas e todo ecossistema envolvente. A gratificação está em saber que tudo tem um sempre um propósito e que apenas temos de saber como e querer nos adaptar para fazer. As coisas terão sempre valor se soubermos o que melhor fazer com elas.
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Autores AuthorsSérgio e Vanessa partilham cada artigo. Para mais sobre o Sérgio e a Vanessa visite o link Sobre Nós. Categories
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